
10. The Velvet Underground
Com um cantor que não sabia cantar direito e os instrumentistas em sua maior parte nada excepcionais, o grupo incorporou ao rock assuntos soturnos e urbanos como a vida marginal no submundo das grandes cidades, personagens bizarros como transexuais e temas sórdidos como sadomasoquismo. Contra a alienação libertária hippie, expressa principalmente por bandas como o Grateful Dead, o Velvet Underground mostrou que a realidade era bem mais cruel e complexa.
O Who inventou algo chamado ópera-rock. Mas não foi isso que fez do grupo uma das melhores bandas da história do rock. A principal contribuição deles está em criar sonoridades e atitudes que conquistaram imediatamente os adolescentes das classes baixa e média e que seriam elementos precursores do movimento punk. Um som cheio de fúria e letras que tratavam de frustrações, incertezas e alienações fizeram as canções do Who expressarem um rock catártico, com uma virulência nunca vista até então e que seria superada apenas pelo Led Zeppelin alguns anos depois. Mas, apesar dessa força de suas canções, o Who somente ganharia projeção fora do Reino Unido quando inventou suas famosas óperas-rock.
8. Talking Heads
A importância do Talking Heads não vem só de terem compostos excelentes canções ou de terem consolidado a new wave como uma versão mais sofisticada do punk. O grupo estabeleceu um novo patamar para a poética e para a visão crítica da sociedade na canção pop, sem abrir mão de um som roqueiro e dançante. Isso fez do Talking Heads um dos mais influentes grupos durantes os anos 80 e nas décadas seguintes. Ao lado de Ramones e Patti Smith, a banda foi fundamental para a renovação do rock norte-americano no final dos anos 70. Suas letras sofisticadas e experimentações musicais abriram caminho para o sucesso de uma série de grupos, do REM ao Radiohead.
Um dos maiores expoentes do chamado “rock de arena” – estilo em que a ênfase no vocal, no som pesado e nos efeitos especiais feitos para shows em estádios predomina – o Queen reinou nos anos 70 na esteira do sucesso do Led Zeppelin, Deep Purple e Pink Floyd. O grupo destacou-se ao fazer uma mistura de heavy metal com glam rock e performances teatrais.
Com um dos melhores vocalistas do rock e instrumentistas talentosos, o Queen mostrou também uma capacidade inovadora em suas composições e logo emplacou diversas canções entre os clássicos do rock. Junte-se a isso a capacidade do grupo em transformar em espetáculos inesquecíveis seus shows e o resultado é uma das mais impactantes bandas que o rock já gerou.
6. U2
Os irlandeses do U2 fizeram uma mistura na medida certa de engajamento, espiritualidade e rock para se tornarem o mais influente e popular grupo na era do pós-punk. O grupo tem mostrado sua versatilidade sonora ao transitar do blues às experimentações da música eletrônica compondo uma sequência de sucessos que o tornaram ao lados do Rolling Stones um dos únicos supergrupos do século 20 em atividade neste novo milênio.
Mas não é só das boas músicas com letras cativantes que vem o sucesso e a importância do U2. Seus shows grandiosos e visualmente impactantes, aliados à capacidade do grupo de se reinventar artisticamente e de se engajar em campanhas politicamente corretas, os faz os principais representantes do bom-mocismo no rock. Apesar disso, sua música ainda continua a ser uma das melhores.
Após a revolução punk, a dúvida era o que seria do rock. Uma das melhores respostas veio das canções do The Smiths, um dos grupos que expressava o “som de Manchester” nos anos 80, nome dado à eclosão de novas bandas daquela cidade inglesa que ajudaram a renovar o cenário pós-punk.
Jovens que se sentiam solitários e infelizes encontraram nas canções dos Smiths se não a resposta pelo menos o conforto para muitas de suas angústias. Numa imaginária lista de “canções que salvaram a minha vida”, escrita por adolescentes no mundo inteiro de várias gerações, muito provavelmente haverá inúmeras composições dos Smiths.
Além do impacto sonoro, o Pink Floyd explorou os efeitos dos cenários e da iluminação em seus shows para transformá-los em espetáculos que deixavam platéias atônitas e inebriadas. O chamado “rock espacial” que caracterizou boa parte de sua produção foi tornando-se cada vez mais pesado, soturno e desesperançado com o passar dos anos, na mesma medida em que crescia a popularidade do grupo.
3. Led Zeppelin
Musicalmente foi um fenômeno. Nenhuma banda de rock soou ao mesmo tempo tão pesada e tão harmônica como o Led Zeppelin. Nenhuma delas – nem mesmo o lendário supergrupo Cream, de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker – reuniu um guitarrista, um baixista e um baterista tão entrosados e produtores de uma força sonora sem precedentes como eles.
O Led Zeppelin não só inventou o heavy metal como foi muito além dele ao atualizar e fundir o blues, o folk, o country, o funk e vários outros gêneros ao rock dos anos 60 e 70. Apesar de terem cometido o pecado de plagiar e não dar os devidos créditos em algumas canções a nome
s fundamentais do blues, como Willie Dixon, o Led Zeppelin foi um dos gigantes do rock e inaugurou uma era de excessos musicais e comportamentais que caracterizariam o gênero por décadas. Muitos desses excessos resultaram em composições memoráveis que continuam a surpreender quem as escuta.
2. The Beatles

O quarteto de Liverpool foi responsável pela primeira grande revolução que o rock passou. O gênero andava moribundo no início dos anos 60, musicalmente esgotado e com seu rei – Elvis Presley – servindo ao exército ou pensando mais na sua carreira no cinema do que na música. Paul, John, George e Ringo ofereceram então uma renovação estética ao rock que faria o gênero estar definitivamente ao lado da juventude naquela e nas próximas gerações. Durante oito anos, os Beatles estiveram à frente de um fenômeno até então nunca visto, rivalizando até mesmo com a popularidade de Elvis ou de Jesus Cristo, como polemicamente afirmou John Lennon na época. Com eles o rock avançou para outras experimentações sonoras, as letras ganharam força poética e iniciou-se a era das grandes performances
1. The Rolling Stones
Nesta lista, eles tomaram a posição que é tradicionalmente reservada aos Beatles, o que pode gerar alguns protestos. O principal motivo para isso não é ela ter se tornado a banda mais longeva e bem-sucedida na história do rock e sim o fato do Rolling Stones ter se identificado muito mais com o espírito rebelde, irreverente e festivo do rock’n’roll do que qualquer outra banda que já existiu. Afinal, enquanto o quarteto de Liverpool cantava que queria segurar a sua mão, os Stones declaravam que não conseguiam encontrar satisfação num estilo de vida tão caro à classe média da época.
O grupo foi um dos primeiros a descobrir, incorporar e reverenciar o blues norte-americano em suas canções. Os integrantes do Rolling Stones produziram um repertório de composições sensuais, profanas e provocativas que horrorizou pais e autoridades mundo afora nos anos 60 e 70. Naquelas décadas, a atitude do grupo no palco e fora dele conquistou corações e mentes de milhões de adolescentes que viam naquela rebeldia uma saída para suas angústias. Tudo isso junto o fez ser inspiração para garotos e garotas de várias gerações que têm encontrado no rock sua principal forma de expressão. Ao lado dos Beatles, o Rolling Stones detém o maior número de canções que se tornaram clássicos do rock. Com a diferença dos Stones terem sido muito mais “satânicos” em sua trajetória do que os rapazes de Liverpool.









