Quem sou eu

Minha foto
Porto Velho, Rondônia, Brazil
Tenho a fé inabalável dos que creem no altíssimo. Sou forte quando os que amo precisam de mim. Sou frágil quando sou magoada. Não acredito em ‘mentiras sinceras’. Amo e procuro exalar amor. Sou ilimitadamente fiel aos que amo. Tenho a piedade caridosa dos que tentam me odiar. Nem sou toda Luz, mas a trevas não se apoderam de mim. O meu coração não é aquele barco com a vela panda. A minha vida não é um barco à deriva. Sou um ser racional, mas me entrego à idéia de ter um “porto seguro”, para que eu não necessite mais naufragar em ilusões. Vivo as emoções e as desejo eternizadas. Deus, família e amigos são as prioridades da minha vida.

sábado, 28 de março de 2009

Teatro

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O Teatro Na GréCia

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Teatro - definição, história e reflexões

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domingo, 22 de março de 2009

MR.PRESIDENTE OBAMA

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ISRAEL OU PALESTINA

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O Intrigante Iraque

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Dois Lagos

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Viver Nao Doi

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Carlos Drummond De Andrade

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Literatura - Barroco


Barroco –I 

Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:

Tu, que um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.

Se és fogo, como passas brandamente,
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.

 

MATOS, Gregório de. Soneto. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São Paulo, Perspectiva, 1979. p. 85-6

  •  Em que verso da primeira estrofe o eu-lírico expressa a causa de suas lágrimas? Transcreva-o.
  • Nessa mesma estrofe, as lágrimas aparecem representadas por metáforas. Quais são elas?
  • Essas metáforas formam pares de antítese. Identifique os pares.
  • A quem ( ou a quê) o poeta se dirige no segundo quarteto?
  • O sentimento do eu-lírico é contraditório. Essa contradição aparece enfatizada por outras duas imagens no segundo quarteto. Que imagens são essas?
  • No primeiro terceto, reforça-se ainda mais o caráter contraditório entre o que esse sentimento é na realidade e a maneira como ele se expressa. Transcreva os substantivos que representam esse sentimento na sua essência e os termos que correspondem à expressão dos mesmos.
  • O oxímoro, figura bastante empregada pelos escritores barrocos, consiste em reunir palavras aparentemente contraditórias. Exemplo: valentia covarde. No último terceto, as antíteses transformam-se em oximoros, pois as palavras contraditórias aparecem juntas realçando a impossibilidade de expressão do sentimento.Transcreva os dois oximoros.Gregório de Mattos

 

Barroco – II

 

À mesma d. Ângela


Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós, se uniformara:

Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
De verde pé, da rama florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por Deus o não idolatrara?

Se pois como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que por bela, e por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

 

Gregório de Matos

  •  O substantivo anjo é derivado da forma latina ângelus. Que outras palavras do texto têm relação sonora ou de significado com essa forma latina?
  • Angélica pode ser também o nome de uma flor. Portanto, o eu-lírico vê d. Ângela como mulher-flor e mulher-anjo. Que figura de estilo constitui essa junção de duas idéias aparentemente oposta.
  • Anjo e flor opõem-se em que aspectos?
  • Por se anjo e flor, a mulher desperta sentimentos contraditórios no eu-lírico. Esses sentimentos revelam-se por meio de dois verbos da segunda estrofe      Que verbo indica o desejo do eu-lírico em relação à mulher-flor?
  •     E em relação à mulher anjo?
  • Na terceira estrofe, o poeta identifica o papel que caberia à mulher-anjo. Copie o verso que expressa tal idéia.
  • D. Ângela, sendo também matéria (flor), não pode ser apenas anjo. Por isso, na última estrofe, há uma frase que destoa da idéia de anjo. Transcreva essa frase.


Barroco – Aula III

 

Sermão vigésimo sétimo


Os senhores poucos, os escravos muitos; Os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; Os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; Os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; Os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; Os senhores em pé apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos de extrema miséria. Oh! Deus! Quantas graças devemos a fé que nos deste, porque só ela nos dá o entendimento, para que à vista destas desigualdades, reconhecemos, contudo, vossa justiça e providência! Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem, como os nossos? Não respiram com o mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os esquenta o mesmo Sol? Que destino é este que os domina, tão triste, tão inimigo; tão cruel?

 

VIEIRA, PE. Antônio. Sermão vigésimo sétimo. In. AMORA, Antônio Soares, org. Sermões. 2 ed. São Paulo, Cultrix, 1981. p. 58

  •  Dentre as características barrocas enumeradas a seguir, identifique as que aparecem no texto:

a)      efemeridade do tempo;

b)      emprego de muitas antíteses;

c)      visão dinâmica da realidade;

d)      religiosidade.

  •  O autor enfatiza a igualdade entre escravos e senhores a partir de uma concepção cristã do mundo. Relacione essa afirmativa com o texto.
  • Nas quatro últimas linhas do texto, que tipo de frase Vieira emprega para tentar despertar a consciência de seus ouvintes?

 

      

Come, meu filho

- O mundo parece chato mas eu sei que não é.

- ...

- Sabe por que parece chato? Porque, sempre que a gente olha, o céu está em cima, nunca está embaixo, nunca está de lado. Eu sei que o mundo é redondo porque disseram, mas só ia parecer redondo se a gente olhasse e às vezes o céu estivesse lá embaixo. Eu sei que é redondo, mas para mim é chato, mas Ronaldo só sabe que o mundo é redondo, para ele não parece chato.

- . . .

- Porque eu estive em muitos países e vi que nos Estados Unidos o céu também é em cima, por isso o mundo parecia todo reto para mim. Mas Ronaldo nunca saiu do Brasil e pode pensar que só aqui é que o céu é lá em cima, que nos outros lugares não é chato, que só é chato no Brasil, que nos outros lugares que ele não viu vai arredondando. Quando dizem para ele, é só acreditar, pra ele nada precisa parecer. Você prefere prato fundo ou prato chato, mamãe?

- Chat... raso, quer dizer.

- Eu também. No fundo, parece que cabe mais, mas é só para o fundo, no chato cabe para os lados e a gente vê logo tudo o que tem. Pepino não parece inreal?

- Irreal.

- Por que você acha?

- Se diz assim.

- Não, por que é que você também achou que pepino parece irreal? Eu também. A gente olha e vê um pouco do outro lado, é cheio de desenho bem igual, é frio na boca, faz barulho de um pouco de vidro quando se mastiga. Você não acha que pepino parece inventado?

- Parece.

- Aonde foi inventado feijão com arroz?

- Aqui.

- Ou no árabe, igual que Pedrinho disse de outra coisa?

- Aqui.

- Na Sorveteria Gatão o sorvete é bom porque tem gosto igual da cor. Para você carne tem gosto de carne?

- Às vezes.

- Duvido! Só quero ver: da carne pendurada no açougue?!

- Não.

- E nem da carne que a gente fala. Não tem gosto de quando você diz que carne tem vitamina.

- Não fala tanto, come.

- Mas você está olhando desse jeito para mim, mas não é para eu comer, é porque você está gostando muito de mim, adivinhei ou errei?

- Adivinhou. Come, Paulinho.

- Você só pensa nisso. Eu falei muito para você não pensar só em comida, mas você vai e não esquece.

 

LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo: Círculo do Livro, 1998. p. 122-4 

 

 

  1. O texto é um diálogo entre dois interlocutores que gradualmente vão sendo desvendados. Caracterize cada um desses interlocutores e o discurso que produzem.
  2. Por ser um diálogo, o texto procura transferir para a escrita algumas peculiaridades da língua falada. Aponte passagens em que isso ocorre de forma mais acentuada.
  3. Há passagens em que notamos que a transposição da fala para escrita produziu modificações mais acentuadas em palavras e estruturas. Aponte algumas delas e comente-as.
  4. O discurso da criança, em muitos momentos, parece colidir com o discurso adulto. De acordo com o que o texto nos, apresenta qual a lógica em que Paulinho se baseia para afirmar que, para ele, o mundo é chato? Que você acha dessa lógica?
  5. O texto também evidencia que a visão infantil é capaz de perceber relações que os adultos normalmente não concebem. Pensando nisso, comente o que o texto nos fala sobre o pepino e sobre o sabor de alguns alimentos.
  6. De que foram o final do texto inverte os papéis habituais exercidos por mãe e filho? Comente.
  7. Comente o uso de aonde no texto.
  8. Há muitos por que e porque no texto.

a)       Faça um levantamento das ocorrências e justifique a grafia adotada.

b)      Qual a relação que se costuma estabelecer entre esse tipo de palavra e um dos personagens do texto?

 

A importância do ato de ler

Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.

Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler.

Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.

Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que se movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.

A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, e no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto - em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber - se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

 

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. Ed. São Paulo: Cortez, 1986.

  

Leitura: interação

 

  1. O texto, apesar de ser apresentar na forma escrita, mantém algumas características da língua falada. Aponte-as e comente-as.

 

  1. Porque a prática pedagógica se identifica com a prática política? Que estratégia o palestrante utiliza para afirmar isso taxativamente?

 

  1. Por que, segundo o texto, a leitura não se esgota na “descodificação pura da palavra escrita”?

 

  1. Comente a passagem “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura deste não possa prescindir da leitura daquele.”

 

 

  1. em que consiste a ‘leitura” do mundo de que fala o texto?

 

  1. Explique o conceito de “palavramundo”.

 

 

  1. Por que o texto apresenta as formas “re-crio” e “re-vivo” em lugar de “recrio” e  “revivo”?

 

  1. Quais são os “textos”, as “palavras” e as “letras” das primeiras “leituras” de Paulo Freire? Qual a importância dessas leituras para a formação e desenvolvimento da pessoa?

 

 

  1. Que posição social Paulo Freire adota no início de sua exposição? Que posição social lhe é normalmente atribuída pelas pessoas que comparecem a eventos como esse em que o texto foi apresentado?

 

  1. Você se recorda de suas primeiras “leituras”? Conte uma experiência dessas leituras, expondo os “textos”, “frases” e “palavras” que você “leu”.

Circuito fechado

Circuito fechado (I)

Chinelos, vaso, descarga. Pia sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, telefone, agenda, copo com lápis, caneta, blocos de notas, espátula, pastas, caixa de entrada, de saída, vaso com plantas, quadros, papéis, cigarro, fósforo. Bandeja, xícara pequena. Cigarro e fósforo. Papéis, telefone, relatórios, cartas, notas, vales, cheques, memorandos, bilhetes, telefone, papéis. Relógio. Mesa, cavalete, cinzeiros, cadeiras, esboços de anúncios, fotos, cigarro, fósforo, bloco de papel, caneta, projetos de filmes, xícara, cartaz, lápis, cigarro, fósforo, quadro-negro, giz, papel. Mictório, pia, água. Táxi. Mesa, toalha, cadeiras, copos, pratos, talheres, garrafa, guardanapo, xícara. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Escova de dentes, pasta, água. Mesa e poltrona, papéis, telefone, revista, copo de papel, cigarro, fósforo, telefone interno, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal. Mesa, cadeiras, xícara e pires, prato, bule, talheres, guardanapos. Quadros. Pasta, carro. Cigarro, fósforo. Mesa e poltrona, cadeira, cinzeiro, papéis, externo, papéis, prova de anúncio, caneta e papel, relógio, papel, pasta, cigarro, fósforo, papel e caneta, telefone, caneta e papel, telefone, papéis, folheto, xícara, jornal, cigarro, fósforo, papel e caneta. Carro. Maço de cigarros, caixa de fósforos. Paletó, gravata. Poltrona, copo, revista. Quadros. Mesa, cadeiras, pratos, talheres, copos, guardanapos. Xícaras, cigarro e fósforo. Poltrona, livro. Cigarro e fósforo. Televisor, poltrona. Cigarro e fósforo. Abotoaduras, camisa, sapatos, meias, calça, cueca, pijama, espuma, água. Chinelos. Coberta, cama, travesseiro.

xxx

RAMOS, Ricardo. Circuito fechado.São Paulo: Martins, 1972. p. 21-2.

 

  1. “Circuito fechado” nos conta uma história explorando a característica essencial dos substantivos. Qual é essa características? Como ela possibilita que se conte uma história?

 

  1. Qual é a história que o texto nos conta? Qual a relação entre essa história e o título do texto?

 

  1. Caracterize o personagem apresentado pelo texto.

 

  1. Não há praticamente substantivos abstratos no texto. Qual a relação que se pode estabelecer entre esse dado e a história contada?

 

  1. Que substantivos abstratos estão implícitos no texto?

 

  1. Conte um dia típico de sua vida utilizando o mesmo processo usado em “Circuito fechado”.