Quem sou eu

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Porto Velho, Rondônia, Brazil
Tenho a fé inabalável dos que creem no altíssimo. Sou forte quando os que amo precisam de mim. Sou frágil quando sou magoada. Não acredito em ‘mentiras sinceras’. Amo e procuro exalar amor. Sou ilimitadamente fiel aos que amo. Tenho a piedade caridosa dos que tentam me odiar. Nem sou toda Luz, mas a trevas não se apoderam de mim. O meu coração não é aquele barco com a vela panda. A minha vida não é um barco à deriva. Sou um ser racional, mas me entrego à idéia de ter um “porto seguro”, para que eu não necessite mais naufragar em ilusões. Vivo as emoções e as desejo eternizadas. Deus, família e amigos são as prioridades da minha vida.

domingo, 22 de março de 2009

Literatura - Barroco


Barroco –I 

Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:

Tu, que um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.

Se és fogo, como passas brandamente,
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.

 

MATOS, Gregório de. Soneto. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos poetas brasileiros da fase colonial. São Paulo, Perspectiva, 1979. p. 85-6

  •  Em que verso da primeira estrofe o eu-lírico expressa a causa de suas lágrimas? Transcreva-o.
  • Nessa mesma estrofe, as lágrimas aparecem representadas por metáforas. Quais são elas?
  • Essas metáforas formam pares de antítese. Identifique os pares.
  • A quem ( ou a quê) o poeta se dirige no segundo quarteto?
  • O sentimento do eu-lírico é contraditório. Essa contradição aparece enfatizada por outras duas imagens no segundo quarteto. Que imagens são essas?
  • No primeiro terceto, reforça-se ainda mais o caráter contraditório entre o que esse sentimento é na realidade e a maneira como ele se expressa. Transcreva os substantivos que representam esse sentimento na sua essência e os termos que correspondem à expressão dos mesmos.
  • O oxímoro, figura bastante empregada pelos escritores barrocos, consiste em reunir palavras aparentemente contraditórias. Exemplo: valentia covarde. No último terceto, as antíteses transformam-se em oximoros, pois as palavras contraditórias aparecem juntas realçando a impossibilidade de expressão do sentimento.Transcreva os dois oximoros.Gregório de Mattos

 

Barroco – II

 

À mesma d. Ângela


Anjo no nome, Angélica na cara!
Isso é ser flor, e Anjo juntamente:
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em vós, se uniformara:

Quem vira uma tal flor, que a não cortara,
De verde pé, da rama florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente,
Que por Deus o não idolatrara?

Se pois como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu Custódio, e a minha guarda,
Livrara eu de diabólicos azares.

Mas vejo, que por bela, e por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares,
Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.

 

Gregório de Matos

  •  O substantivo anjo é derivado da forma latina ângelus. Que outras palavras do texto têm relação sonora ou de significado com essa forma latina?
  • Angélica pode ser também o nome de uma flor. Portanto, o eu-lírico vê d. Ângela como mulher-flor e mulher-anjo. Que figura de estilo constitui essa junção de duas idéias aparentemente oposta.
  • Anjo e flor opõem-se em que aspectos?
  • Por se anjo e flor, a mulher desperta sentimentos contraditórios no eu-lírico. Esses sentimentos revelam-se por meio de dois verbos da segunda estrofe      Que verbo indica o desejo do eu-lírico em relação à mulher-flor?
  •     E em relação à mulher anjo?
  • Na terceira estrofe, o poeta identifica o papel que caberia à mulher-anjo. Copie o verso que expressa tal idéia.
  • D. Ângela, sendo também matéria (flor), não pode ser apenas anjo. Por isso, na última estrofe, há uma frase que destoa da idéia de anjo. Transcreva essa frase.


Barroco – Aula III

 

Sermão vigésimo sétimo


Os senhores poucos, os escravos muitos; Os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; Os senhores banqueteando, os escravos perecendo à fome; Os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; Os senhores tratando-os como brutos, os escravos adorando-os e temendo-os como deuses; Os senhores em pé apontando para o açoite, como estátuas da soberba e da tirania, os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos de extrema miséria. Oh! Deus! Quantas graças devemos a fé que nos deste, porque só ela nos dá o entendimento, para que à vista destas desigualdades, reconhecemos, contudo, vossa justiça e providência! Estes homens não são filhos do mesmo Adão e da mesma Eva? Estas almas não foram resgatadas com o sangue do mesmo Cristo? Estes corpos não nascem e morrem, como os nossos? Não respiram com o mesmo ar? Não os cobre o mesmo céu? Não os esquenta o mesmo Sol? Que destino é este que os domina, tão triste, tão inimigo; tão cruel?

 

VIEIRA, PE. Antônio. Sermão vigésimo sétimo. In. AMORA, Antônio Soares, org. Sermões. 2 ed. São Paulo, Cultrix, 1981. p. 58

  •  Dentre as características barrocas enumeradas a seguir, identifique as que aparecem no texto:

a)      efemeridade do tempo;

b)      emprego de muitas antíteses;

c)      visão dinâmica da realidade;

d)      religiosidade.

  •  O autor enfatiza a igualdade entre escravos e senhores a partir de uma concepção cristã do mundo. Relacione essa afirmativa com o texto.
  • Nas quatro últimas linhas do texto, que tipo de frase Vieira emprega para tentar despertar a consciência de seus ouvintes?

 

      

Um comentário:

Anônimo disse...

e as respostas das questões ?