Quem sou eu

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Porto Velho, Rondônia, Brazil
Tenho a fé inabalável dos que creem no altíssimo. Sou forte quando os que amo precisam de mim. Sou frágil quando sou magoada. Não acredito em ‘mentiras sinceras’. Amo e procuro exalar amor. Sou ilimitadamente fiel aos que amo. Tenho a piedade caridosa dos que tentam me odiar. Nem sou toda Luz, mas a trevas não se apoderam de mim. O meu coração não é aquele barco com a vela panda. A minha vida não é um barco à deriva. Sou um ser racional, mas me entrego à idéia de ter um “porto seguro”, para que eu não necessite mais naufragar em ilusões. Vivo as emoções e as desejo eternizadas. Deus, família e amigos são as prioridades da minha vida.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Era um vez...


Era uma vez...

Euzinha no Mercado Cultural, assistindo a uma peça que narra uma história ocorrida no dia de São João. O nome da peça: Ouvindo Estrelas. Não, não tem nada a ver com o poema Via Láctea do Olavo Bilac “Ora direi ouvir estrelas...”. Os personagens da peça, a Estelinha (Tainá Santos) e João (Elcias Villar), contam uma belíssima história que habita no imaginário popular de muitas crianças e adultos.

O teatro do Mercado Cultural é uma pequena arena, muito propícia ao Teatro de Rua. O que deixa os atores muito expostos. Além disso, há excesso de iluminação, mas esses fatores não atrapalharam a apresentação Teatral do Grupo Abstractus.

O texto da peça é muito instigante e levou-me a uma viagem ao túnel do tempo. O efeito catártico da peça me fez lembrar da minha época de inocência. Da época que criança era criança mesmo e que se sentia criança, tinha sonhos de crianças e imaginava como criança. Ah...me fez lembrar de como era gostoso ser criança. Do tempo em que nossos únicos medos eram do bicho papão, do Saci, do Curupira, da Matita Pereira, enfim de seres que povoavam o nosso imaginário popular.

Outro fator interessante é a denuncia social apresentada pela peça. A Estelinha é uma das milhares de crianças de ruas abandonada nos grandes centros urbanos. Ao encontrar João ela revela o seu sonho de sair da rua e de ter uma família. É uma menina meiga apaixona pelos folguedos das Festas Juninas. Com seu jeitinho de menina levada faz com que o público se dê conta da situação do menor abandonado no País.

A linguagem apresentada pelos atores é bastante atualizada para as crianças de hoje, cita super-heróis como, por exemplo, o menino Ben 10.

O cenário trazido para a Arena do Mercado Cultural também é bem interessante, e nos faz recordar das mirabolantes caixas de mágica, cheias de surpresas. De um lado uma casa decorada com o cenário de São João, que lembra o interior do país; de outro uma noite escura cheia de prédio que lembram as verdadeiras Selvas de Pedras que são os grandes centros urbanos. Uma verdadeira antítese. Como se cada um dos cenários se reportassem a um dos personagens. João e Estelinha. Proteção e abandono.

O público composto por adultos e criança parecia parte do cenário de tão envolvido na história que estavam. Acredito que muitos dos adultos ali presentes tiveram a mesma reação que eu e saíram dali saudosos de suas infância como eu.

Um comentário:

bia na rede disse...

Já havia gostado de seu relato. Agora esta foto ficou deslunbrante.
Parabéns, Beatriz