Quem sou eu

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Porto Velho, Rondônia, Brazil
Tenho a fé inabalável dos que creem no altíssimo. Sou forte quando os que amo precisam de mim. Sou frágil quando sou magoada. Não acredito em ‘mentiras sinceras’. Amo e procuro exalar amor. Sou ilimitadamente fiel aos que amo. Tenho a piedade caridosa dos que tentam me odiar. Nem sou toda Luz, mas a trevas não se apoderam de mim. O meu coração não é aquele barco com a vela panda. A minha vida não é um barco à deriva. Sou um ser racional, mas me entrego à idéia de ter um “porto seguro”, para que eu não necessite mais naufragar em ilusões. Vivo as emoções e as desejo eternizadas. Deus, família e amigos são as prioridades da minha vida.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Amor e humor

Cacaso

(Antônio Carlos Ferreira de Brito)


Happy end

O meu amor e eu
nascemos um para o outro

agora só falta quem nos apresente


Estilos trocados

Meu futuro amor passeia — literalmente — nos
píncaros daquela nuvem.

Mas na hora de levar o tombo adivinha quem cai.


Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém

A parte perguntou para a parte qual delas
é menos parte da parte que se descarte.
Pois pasmem: a parte respondeu para a parte
que a parte que é mais — ou menos — parte
é aquela que se reparte.


Passeio no bosque

o canivete na mão não deixa
marcas no tronco da goiabeira

cicatrizes não se transferem


Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) nasceu em Uberaba (MG), no dia 13 de março de 1944. Com grande talento para o desenho, já aos 12 anos ganhou página inteira de jornal por causa de suas caricaturas de políticos. Antes dos 20 anos veio a poesia, através de letras de sambas que colocava em músicas de amigos como Elton Medeiros e Maurício Tapajós. Seu primeiro livro, "A palavra cerzida", foi lançado em 1967. Seguiram-se "Grupo escolar" (1974), "Beijo na boca" (1975), "Segunda classe" (1975), "Na corda bamba" (1978) e "Mar de mineiro (1982). Seus livros não só o revelaram uma das mais combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura e desbunde, como ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente, amigos como Francisco Alvim, Helena Buarque de Hollanda, Ana Cristina Cezar, Charles, Chacal, Geraldinho Carneiro, Zuca Sardhan e outros. No campo da música, os amigos/parceiros se multiplicavam na mesma proporção: Edu Lobo, Tom Jobim, Sueli Costa, Cláudio Nucci, Novelli, Nelson Angelo, Joyce, Toninho Horta, Francis Hime, Sivuca, João Donato e muitos mais. Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, "Beijo na boca e outros poemas". Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: "Poesia rápida como a vida".

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