Quem sou eu

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Porto Velho, Rondônia, Brazil
Tenho a fé inabalável dos que creem no altíssimo. Sou forte quando os que amo precisam de mim. Sou frágil quando sou magoada. Não acredito em ‘mentiras sinceras’. Amo e procuro exalar amor. Sou ilimitadamente fiel aos que amo. Tenho a piedade caridosa dos que tentam me odiar. Nem sou toda Luz, mas a trevas não se apoderam de mim. O meu coração não é aquele barco com a vela panda. A minha vida não é um barco à deriva. Sou um ser racional, mas me entrego à idéia de ter um “porto seguro”, para que eu não necessite mais naufragar em ilusões. Vivo as emoções e as desejo eternizadas. Deus, família e amigos são as prioridades da minha vida.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aos meus trinta e seis anos


Agradeço a Deus pelos meus 36 anos de idade. Agradeço a Deus pela vida dos meus dois valiosíssimos filhos e a do meu amado.  Também agradeço pela vida dos meus queridos pais, e de meus familiares.

Não posso deixar de agradecer também pela vida dos familiares de meu amado. Assim como pela vida dos meus amigos e de todos aqueles que deixaram em mim a  marca de suas existências.

O tempo passa tão rápido. Agora que tenho 36 posso perceber isso. E pensando nisso me lembro do meu tempo de infância e da pressa que eu tinha em crescer. Eu queria ser adulta logo, como se fosse uma forma de ser livre. Ledo engano, logo que me senti adulta pude perceber. Sempre estamos condicionados a alguma imposição social. Presos a horários, a ordens de nossos superiores no trabalho, as paredes do prédio do local  onde trabalhamos, a dívidas do cartão de crédito.

Quando se é criança é que se é livre e não percebemos. Com trinta e seis, já não sou mais criança, embora algumas vezes haja como tal. Todavia tenho muito a agradecer.

São quase quatro décadas e dizendo assim parece tão pesado... cheio de cargas emocionais ( alegres e tristes); cheio de sonhos (realizados e impossíveis).

Hoje não me pergunto mais quanto tempo vai levar para eu envelhecer. Sei que não importa a idade que temos, o importante é que estamos vivendo. E viver é algo muito maravilhoso.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


 



















Sinto em mim um  grande vazio
Tão grande, do tamanho de Deus.
Nem o Amazonas que é dos rios o rio
Pode enchê-lo com os afluentes seus.

Tento, intento e de novo tento
Sanar esta chaga que mata.
Quem pode, qual é o portento
Que estanca esta veia ou a ata?

Pode o finito conter o Infinito
Sem ficar louco ou adoecer?
Não pode.  Por isso eu grito   

Contra esse morrer  sem morrer.
Implode  o Infinito no finito!
O vazio é Deus no meu ser!

                     
Leonardo Boff
theologus peregrinus et peccator
Petrópolis 14 de dezembro de 2008
www.leonardoboff.com.br

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eleições 2010

Quem disse que não gosta
De política, mas vota
No ladrão, só borra a bota
Quem mandou pisar na bosta!

Mal seu pé naquilo encosta
Sente o que o governo cheira
O eleitor erra a primeira
Na segunda o voto nega

Apostou na escolha cega,
Agora limpem a sujeira

(Glauco Mattoso)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vagos Pensamentos

Eu penso na minha existência muda e nua num dia de lua cheia.
Preencho a minha mente de vagas lembranças tuas.
Uma nuvem passa vagamente com o formato do teu rosto.
O vento sopra com volúpia e vai devorando tudo o que eu via.

Vai a nuvem alva no céu cinzento da fumaça de agosto.
Levam sonhos desfeitos de um tempo que não existiu.
Você não estava aqui e eu não consegui entender a tua ausência.
A noite está escura demais e anda com ela a solidão.

Essa solidão de hoje.
A solidão dos dias que você não esta comigo.
Das vagas noites que eu vago em busca de sono.

Vagos pensamentos vagos vagueando a minha noite de insônia.
Insanos pensamentos tolos.
Tormentos de noites sem você aqui.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Enquanto você não volta


O dia passa lentamente enquanto você não volta para casa. Acordo tarde para tentar encurtar o dia. Ocupo-me de mil coisas para não notar a tua ausência. Leio e-mails, faço postagem, empilho-me de guloseimas para tentar disfarçar minha ansiedade. Mas, como sempre, o tempo passa lentamente enquanto você não vem. Sinto o tique taque martelando no meu pensamento, todavia quando olho para o relógio o tempo parece ter ficado congelado. Congelado na minha memória também ficou o beijo que você me deu antes de sair hoje pela manhã com cheirinho de menta americana.

Enquanto você não vem fico ensaiando caras e bocas, bocas e caras, beijos, beijinhos, selinhos e arranca línguas daqueles que só você sabe dar.

Enquanto não tenho você aqui, meu pensamento transcende todas as leis da física e te traz para nosso leito para não notar a tua ausência.

Enquanto não passa logo o dia que não te tenho comigo fico arquitetando coisas para fazermos juntos quando você chegar.

Enquanto espero você chegar, fico pensando no meu corpo longe do seu e tentando entender as reações neurossensoriais que ocorrem nele na sua ausência.

Enquanto você não volta o mundo pára e eu revivo a tua presença para nunca me sentir longe de ti.

domingo, 27 de junho de 2010

Nova roupagem, novas ideias.


Hum...nesses últimos dias estive pensando em tornar este meu blog em algo com um toque mais pessoal. Em transformá-lo numa espécie de diário eletrônico. Em algo que eu pudesse rever e lembrar episódios da minha vida. Pois bem, hoje resolvi por em prática essa ideia. Daí minha cabeça começou a ferver. Uma tempestade se fez presente em meus pensamentos. Pensei em falar sobre o Gabri e a Ana Julia e episódios da minha vida cotidiana. Falar sobre as técnicas que tenho usado para me manter acordada enquanto a Aninha não dorme. Em falar sobre como ser mãe de um pré-adolescente a beira de um ataque de apaixonite aguda. Ah! Tambem pensei em falar sobre a saudade da escola ,dos meus alunos e das minhas amigas professoras, ai...ai... até saudade da correria do fechamento de bimestre...acredita?! Verdade.
Enquanto não consigo por ordem nessa confusão de ideias na minha cabeça, escrevo. Talvez eu leia tudo depois e resolva apagar, por enquanto tá tudo aí e aos poucos mais letrinhas vão sendo escritas. Como se fosse uma forma de exercício do pensamento, para manter a cuca na ativa enquanto o fim do ano não vem e eu fico em casa curtindo meus amores, ah...meus "triamores", não posso deixar de citar meu amorzão também, vai que ele resolve ler isso aqui e tem crise de ciúmes pelo fato de não ter sido citado neste texto! Pois é, na minha vida cotidiana tenho três amores. Dois que são incondicionais e um que será eterno enquanto a chama do amor se mantiver acessa.(Ai que brega: "CHAMA DO AMOR". Será que não havia uma expressão menos novela mexicana para o termo que eu pretendo expressar? Deve ter. Com certeza deve ter vários. Mas a expressão usada faz jus ao sentido que desejo mencionar , ainda mais porque não consegui por ordem aos pensamentos na minha cabeça. Por isso, vai ficar assim mesmo.
Bom, há muito ainda a ser pensado e repensado...Entretanto, não será hoje o dia que vou parir essas ideias até mesmo porque a minha cria menor chora agora e eu preciso vê-la, por as minha usuais técnica de ninar em prática e quem sabe dormir um pouquinho. Até mais!


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Guardar

Antônio Cícero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
em cofre não se guarda coisa alguma.
em cofre perde-se a coisa à vista.
guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
por isso melhor se guarda um vôo de um pássaro
do que um pássaro sem vôos.
por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
para guardá-lo:
para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
guarde o que quer que guarda um poema:
por isso o lance do poema:
por guardar-se o que se quer guardar.

Antonio Cícero in Guardar .

A Bíblia pela ótica feminina



Frei Betto
A menina marcava as páginas onde estavam impressas aquelas leis absurdas com a intenção de, mais tarde, arrancá-las. 0 pai explicou-lhe que era inútil, havia muitos outros livros com as mesmas leis. quisesse mudá-las, teria de convencer as pessoas que faziam leis.
Lida por esta ótica, a Bíblia revela a igualdade entre homens e mulheres e denuncia a leitura machista que pretende derivar dos desígnios de Deus instrumentos de dominação, como a interdição de acesso das mulheres ao sacerdócio e ao episcopado, e a preponderância masculina sob o pretexto de que Eva foi criada a partir da costela de Adão — quando a natureza não deixa dúvidas de que todo homem nasce do corpo de uma mulher.
0 evangelista Mateus aponta, na árvore genealógica de Jesus; cinco mulheres. Tamar, Raab, Rute e Maria; e de modo implícito, a mãe de Salomão, aquela "que foi mulher de Urias". Não é bem uma ascendência da qual um de nós haveria de se orgulhar.

Em sua atividade pública, Jesus se fez acompanhar pelos Doze e por algumas mulheres: Maria Madalena; Joana, mulher de Cuza, o procurador de Herodes; Susana e várias outras. Portanto, o grupo de discípulos de Jesus não era propriamente machista. Além disso, Jesus freqüentava, em Betânia, a casa de suas amigas Marta e Maria, irmãs de Lázaro.
O primeiro milagre de Jesus foi para atender ao pedido de uma mulher, Maria, sua mãe, preocupada com a falta de vinho numa festa de casamento em Canã.

Escolhido por Jesus para ser o primeiro Papa, Pedro era casado.
Em nosso país, destacam-se Ana Flora Anderson, Teresa Cavalcanti, Wanda Deifelt e Athalya Brenner. O Centro de Estudos Bíblicos (Cebi) há anos forma, pelo Brasil afora, homens e mulheres dos setores populares em novos métodos de interpretação bíblica, pondo fim ao monopólio clerical e machista.
Descobrir que a mulher ocupa na Bíblia lugar e importância iguais aos do homem é questionar as igrejas que, às vésperas do terceiro milênio, insistem em reservar aos homens as funções de poder. E, por tabela, subverter os valores desta sociedade que considera a direção política um talento masculino e a questão social um derivativo da primeira dama, e ilustra sua publicidade televisiva e as páginas das revistas com mulheres que se prestam a ser reificadas, reduzidas ao mero apelo de consumo material e simbólico e, no entanto, queixam-se quando tratadas pelos homens como objetos descartáveis.
Frei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo),(1945) quando jovem frade dominicano esteve envolvido com as lutas revolucionárias de seu tempo, com a política e a arte. Militante de esquerda, simpatizante da luta armada, se dividia entre os estudos de filosofia, o jornalismo e a assistência de direção de José Celso Martinez Corrêa na histórica montagem de O rei da vela, pelos idos de 1967. É escritor consagrado, com inúmeros livros de sucesso, dentre eles "Fidel e a Religião", coletânea de entrevistas com o líder cubano. O texto acima foi publicado no jornal "O Globo", de 28/07/2000.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quero escrever o borrão vermelho de sangue


Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu,
por falso respeito humano,
não dei.

Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.

Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.

________

Clarice Lispector
Adaptado do Jornal de Poesia.

terça-feira, 20 de abril de 2010

10 melhores bandas de rock

por Editores do HowStuffWorks

Não há uma fórmula que defina uma boa banda de rock. Há grupos que se destacam pelo excepcional talento de seus músicos e compositores. Há outros formados por instrumentistas que estão longe de serem virtuosos mas são bem inovadores em suas propostas estéticas, como os Ramones. Há bandas com vidas curtas e intensas que expressam com perfeição os anseios e a visão de mundo de uma geração, como o Joy Division, enquanto outras sobrevivem por várias gerações como verdadeiras lendas vivas do rock. Entre as melhores bandas de todos os tempos é possível encontrar exemplos dessa diversidade de trajetórias e de características.
Mas antes de revelar quais são as melhores bandas da história do rock, é preciso esclarecer algumas coisas. Esta é uma lista sobre bandas de rock, então tiveram que ficar fora dela artistas visionários e essenciais para o gênero mas que fizeram carreiras individuais, como Elvis Presley, Bob Dylan, Chuck Berry e David Bowie, entre outros. Fora isso, é preciso também ressaltar que não é só a qualidade musical que conta nesta seleção, apesar dela ser fundamental. A influência que essas bandas tiveram nos caminhos que o rock seguiu e as mudanças comportamentais que elas provocaram também foram levadas em conta. Esclarecido isso, confira a seguir quais são as dez melhores bandas de rock de todos os tempos.

10. The Velvet Underground


Antes deles acreditava-se que o rock era um gênero destinado a instrumentistas e cantores virtuosos e que suas canções deveriam falar de liberdade, rebeldias juvenis, paz e amor. O Velvet Underground mostrou no final dos anos 60 que o rock era muito mais do que isso e abriu o caminho para bandas e propostas artísticas que desembocariam no fenômeno punk na década seguinte.

Com um cantor que não sabia cantar direito e os instrumentistas em sua maior parte nada excepcionais, o grupo incorporou ao rock assuntos soturnos e urbanos como a vida marginal no submundo das grandes cidades, personagens bizarros como transexuais e temas sórdidos como sadomasoquismo. Contra a alienação libertária hippie, expressa principalmente por bandas como o Grateful Dead, o Velvet Underground mostrou que a realidade era bem mais cruel e complexa.


9. The Who


O Who inventou algo chamado ópera-rock. Mas não foi isso que fez do grupo uma das melhores bandas da história do rock. A principal contribuição deles está em criar sonoridades e atitudes que conquistaram imediatamente os adolescentes das classes baixa e média e que seriam elementos precursores do movimento punk. Um som cheio de fúria e letras que tratavam de frustrações, incertezas e alienações fizeram as canções do Who expressarem um rock catártico, com uma virulência nunca vista até então e que seria superada apenas pelo Led Zeppelin alguns anos depois. Mas, apesar dessa força de suas canções, o Who somente ganharia projeção fora do Reino Unido quando inventou suas famosas óperas-rock.

8. Talking HeadsA importância do Talking Heads não vem só de terem compostos excelentes canções ou de terem consolidado a new wave como uma versão mais sofisticada do punk. O grupo estabeleceu um novo patamar para a poética e para a visão crítica da sociedade na canção pop, sem abrir mão de um som roqueiro e dançante. Isso fez do Talking Heads um dos mais influentes grupos durantes os anos 80 e nas décadas seguintes. Ao lado de Ramones e Patti Smith, a banda foi fundamental para a renovação do rock norte-americano no final dos anos 70. Suas letras sofisticadas e experimentações musicais abriram caminho para o sucesso de uma série de grupos, do REM ao Radiohead.

7. Queen


Um dos maiores expoentes do chamado “rock de arena” – estilo em que a ênfase no vocal, no som pesado e nos efeitos especiais feitos para shows em estádios predomina – o Queen reinou nos anos 70 na esteira do sucesso do Led Zeppelin, Deep Purple e Pink Floyd. O grupo destacou-se ao fazer uma mistura de heavy metal com glam rock e performances teatrais.


Com um dos melhores vocalistas do rock e instrumentistas talentosos, o Queen mostrou também uma capacidade inovadora em suas composições e logo emplacou diversas canções entre os clássicos do rock. Junte-se a isso a capacidade do grupo em transformar em espetáculos inesquecíveis seus shows e o resultado é uma das mais impactantes bandas que o rock já gerou.

6. U2

Os irlandeses do U2 fizeram uma mistura na medida certa de engajamento, espiritualidade e rock para se tornarem o mais influente e popular grupo na era do pós-punk. O grupo tem mostrado sua versatilidade sonora ao transitar do blues às experimentações da música eletrônica compondo uma sequência de sucessos que o tornaram ao lados do Rolling Stones um dos únicos supergrupos do século 20 em atividade neste novo milênio.

Mas não é só das boas músicas com letras cativantes que vem o sucesso e a importância do U2. Seus shows grandiosos e visualmente impactantes, aliados à capacidade do grupo de se reinventar artisticamente e de se engajar em campanhas politicamente corretas, os faz os principais representantes do bom-mocismo no rock. Apesar disso, sua música ainda continua a ser uma das melhores.

5. The Smiths

Após a revolução punk, a dúvida era o que seria do rock. Uma das melhores respostas veio das canções do The Smiths, um dos grupos que expressava o “som de Manchester” nos anos 80, nome dado à eclosão de novas bandas daquela cidade inglesa que ajudaram a renovar o cenário pós-punk.

Jovens que se sentiam solitários e infelizes encontraram nas canções dos Smiths se não a resposta pelo menos o conforto para muitas de suas angústias. Numa imaginária lista de “canções que salvaram a minha vida”, escrita por adolescentes no mundo inteiro de várias gerações, muito provavelmente haverá inúmeras composições dos Smiths.

4. Pink Floyd

Psicodélico e progressivo, o rock do Pink Floyd foi uma mistura de blues e sons espaciais, com letras que tratavam de temas como loucura e alienação. Na virada dos anos 60 para os 70, o grupo britânico simbolizou o máximo da excentricidade e da experimentação no rock.

Além do impacto sonoro, o Pink Floyd explorou os efeitos dos cenários e da iluminação em seus shows para transformá-los em espetáculos que deixavam platéias atônitas e inebriadas. O chamado “rock espacial” que caracterizou boa parte de sua produção foi tornando-se cada vez mais pesado, soturno e desesperançado com o passar dos anos, na mesma medida em que crescia a popularidade do grupo.

3. Led Zeppelin

Musicalmente foi um fenômeno. Nenhuma banda de rock soou ao mesmo tempo tão pesada e tão harmônica como o Led Zeppelin. Nenhuma delas – nem mesmo o lendário supergrupo Cream, de Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger Baker – reuniu um guitarrista, um baixista e um baterista tão entrosados e produtores de uma força sonora sem precedentes como eles.

O Led Zeppelin não só inventou o heavy metal como foi muito além dele ao atualizar e fundir o blues, o folk, o country, o funk e vários outros gêneros ao rock dos anos 60 e 70. Apesar de terem cometido o pecado de plagiar e não dar os devidos créditos em algumas canções a nome

s fundamentais do blues, como Willie Dixon, o Led Zeppelin foi um dos gigantes do rock e inaugurou uma era de excessos musicais e comportamentais que caracterizariam o gênero por décadas. Muitos desses excessos resultaram em composições memoráveis que continuam a surpreender quem as escuta.

2. The Beatles

O quarteto de Liverpool foi responsável pela primeira grande revolução que o rock passou. O gênero andava moribundo no início dos anos 60, musicalmente esgotado e com seu rei – Elvis Presley – servindo ao exército ou pensando mais na sua carreira no cinema do que na música. Paul, John, George e Ringo ofereceram então uma renovação estética ao rock que faria o gênero estar definitivamente ao lado da juventude naquela e nas próximas gerações. Durante oito anos, os Beatles estiveram à frente de um fenômeno até então nunca visto, rivalizando até mesmo com a popularidade de Elvis ou de Jesus Cristo, como polemicamente afirmou John Lennon na época. Com eles o rock avançou para outras experimentações sonoras, as letras ganharam força poética e iniciou-se a era das grandes performances em estádios. Seu poder de influenciar a juventude foi além das fronteiras da música e chegou à moda, ao cinema e ao comportamento. No século 20, ninguém emplacou mais canções no primeiro lugar das paradas de sucesso do que os Beatles.

1. The Rolling Stones

Nesta lista, eles tomaram a posição que é tradicionalmente reservada aos Beatles, o que pode gerar alguns protestos. O principal motivo para isso não é ela ter se tornado a banda mais longeva e bem-sucedida na história do rock e sim o fato do Rolling Stones ter se identificado muito mais com o espírito rebelde, irreverente e festivo do rock’n’roll do que qualquer outra banda que já existiu. Afinal, enquanto o quarteto de Liverpool cantava que queria segurar a sua mão, os Stones declaravam que não conseguiam encontrar satisfação num estilo de vida tão caro à classe média da época.

O grupo foi um dos primeiros a descobrir, incorporar e reverenciar o blues norte-americano em suas canções. Os integrantes do Rolling Stones produziram um repertório de composições sensuais, profanas e provocativas que horrorizou pais e autoridades mundo afora nos anos 60 e 70. Naquelas décadas, a atitude do grupo no palco e fora dele conquistou corações e mentes de milhões de adolescentes que viam naquela rebeldia uma saída para suas angústias. Tudo isso junto o fez ser inspiração para garotos e garotas de várias gerações que têm encontrado no rock sua principal forma de expressão. Ao lado dos Beatles, o Rolling Stones detém o maior número de canções que se tornaram clássicos do rock. Com a diferença dos Stones terem sido muito mais “satânicos” em sua trajetória do que os rapazes de Liverpool.